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Síndrome de burnout: o que é, causas, sintomas e como evitar

Profissional de TI - por Fernanda Pinheiro

síndrome de burnout no trabalho cansativo excessivo desgastante
Você já se sentiu extremamente desmotivado em um emprego? Esse é um dos principais sintomas da síndrome de burnout, um transtorno crescentemente comum. Leia para descobrir o que é a síndrome de burnout, quais as suas causas e como evitar.

Estresse, irritabilidade, desmotivação e cansaço excessivo: a síndrome de burnout é um fenômeno cada vez mais recorrente, e pode trazer sérios prejuízos, tanto para a saúde dos profissionais como para a produtividade das empresas.

Por isso, é extremamente importante entender um pouco mais sobre o burnout, seja para saber identificar sintomas dessa síndrome em amigos e colegas de trabalho, ou para descobrir como se prevenir desse transtorno.

Quer saber mais? Continue com a gente para descobrir:

O que é a síndrome de burnout?

A síndrome de burnout, também conhecida como síndrome de esgotamento profissional, é um tipo de distúrbio mental que está ligado a um desgaste no trabalho.

Essa condição costuma surgir principalmente em profissionais que enfrentam um ambiente de trabalho impróprio, insalubre, desestimulante, ou que impõe uma rotina com carga horária excessiva. 

Dessa forma, o estado físico, emocional e psicológico da pessoa são prejudicados, impactando tanto a sua motivação para o trabalho como a sua produtividade.

Como surgiu o burnout?

Antigamente, o termo “burnout” era utilizado em outro contexto, mais ligado à dependência química. Mas em 1974, a partir dos estudos do médico e psicólogo Herbert Freudenberger, surgiu o conceito de síndrome de burnout como conhecemos hoje. 

Freudenberger observou que muitos dos voluntários em sua clínica, na cidade de Nova York, estavam relatando falta de motivação e estresse excessivo com o trabalho. 

Assim, o médico percebeu uma redução no desempenho dos voluntários, que pareciam mais deprimidos e estavam sendo menos atenciosos com os pacientes.

Entretanto, esses indícios de esgotamento profissional não condiziam com relatos anteriores de alguns desses mesmos voluntários, que afirmavam achar o trabalho na clínica gratificante.

A partir dessas observações, Freudenberger utilizou o termo “burnout”, que em tradução livre do inglês significa “apagar do fogo”, para denominar esse transtorno mental relacionado ao trabalho feito em condições inadequadas.

Desde então, com o avanço do trabalho nas horas pós-expediente, principalmente a partir do uso dos celulares para enviar mensagens de trabalho, a incidência da síndrome de burnout se intensificou significativamente.

Hoje, por exemplo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) já reconhece o burnout como uma síndrome ocupacional, e recomenda maior atenção e cuidados, tanto por parte dos profissionais como dos empregadores.

Quais são os sintomas da síndrome de burnout?

Mas antes de mencionar os principais sintomas do burnout, embora esse tenha efeitos sobre a saúde, cabe ressaltar aqui que a própria OMS não o considera uma doença, tampouco uma condição médica

De acordo com a organização, na verdade, a síndrome traz consequências para a saúde a partir da condição de estresse crônico no ambiente de trabalho.

Dito isso, vamos agora falar dos principais sintomas e manifestações físicas da síndrome de burnout.

Os 10 principais sintomas de burnout

  • Enxaqueca;
  • Suor excessivo;
  • Insônia;
  • Dores musculares;
  • Palpitação
  • Maior nível de agressividade ou irritabilidade;
  • Ansiedade e pessimismo;
  • Autoestima baixa e depressão;
  • Dificuldades de memória com coisas relacionadas ao trabalho;
  • Mudanças de humor abruptas, entre outros.

Entretanto, para ter uma certeza de que esses sintomas estão relacionados a um possível burnout, existem alguns indícios para ficar de olho. São eles:

  • cansaço ou exaustão excessiva, às vezes mesmo no início da rotina de trabalho; 
  • falta de interesse, absenteísmo e/ou grande dificuldade para se concentrar durante o expediente; 
  • desempenho ruim, ou de baixa produtividade, durante a realização das tarefas de trabalho.

Então, se você conseguiu se identificou nestes indícios e sintomas, é preciso ficar alerta: esse pode ser um sinal forte de que há certa insatisfação com sua esfera profissional, e que algo precisa ser feito antes que o desgaste se torne um fardo ainda mais pesado.

Quais são as causas do burnout?

Assim como dissemos nas seções acima, as principais causas do burnout estão associadas à condições de trabalho desgastantes

Por sua vez, essas condições criam uma tensão emocional no profissional, gerando estresses crônicos e que se manifestam em diferentes sintomas, tais como cansaço excessivo, alta irritabilidade e falta de motivação no trabalho.

Ainda, há estudos que mostram que a síndrome tende a ocorrer com maior frequência entre profissionais que possuem rotinas extensas ou que exigem relações interpessoais intensas, como é o caso dos profissionais da saúde, por exemplo.

Além dessas profissões, os sintomas de burnout são mais comuns em trabalhadores das áreas de segurança, educação, recursos humanos, assistência social, entre outros.

Ademais, é importante destacar a importância de ter uma compatibilidade entre a cultura organizacional da empresa e o jeito de trabalhar dos colaboradores.

E é preciso entender que, para muitos, existem outros fatores a se considerar quando pensamos em qualidade de vida no trabalho.

Por fim, há uma maior prevalência de esgotamento profissional também entre as mulheres, visto que muitas precisam enfrentar uma jornada dupla ou até tripla de trabalho. 

Dessa forma, a carga horária da rotina, que pode ser excessiva contando apenas as horas do expediente, é somada às tarefas de casa e aos cuidados com os filhos, aumentando significativamente as chances das mulheres de desenvolverem o burnout.

E como evitar a síndrome de burnout?

Para escapar da síndrome de burnout, é preciso antes entender que existem diferentes maneiras de chegar a um esgotamento excessivo.

Por vezes, o próprio colaborador sente uma pressão interna para se destacar no trabalho, seja por uma possível síndrome de impostor ou devido a uma grau de autoexigência elevado.

Nesta situação, é importante lembrar que precisamos ter empatia com nós mesmos: somos todos seres humanos, imperfeitos e incapazes de abraçar o mundo.

Ou seja, por mais que você tente ao máximo se destacar no trabalho, é preciso ter em mente que essa busca implacável pela perfeição pode afetar negativamente outras esferas da sua vida, que também precisam estar balanceadas e equilibradas para você produzir mais e com melhor desempenho.

Contudo, em outros casos, a origem do problema pode estar no próprio ambiente de trabalho: uma pesquisa da Gallup com mais de sete mil profissionais revelou alguns dos motivos que levam ao esgotamento, como sobrecarga, falta de liderança, baixa integração com a equipe e tratamentos trabalhistas considerados injustos.

Então, se esse for o seu caso, existem algumas saídas: encontrar gratificação em uma atividade fora do trabalho, trocar de emprego ou, até, mudar de carreira

Por fim, o site do dr. Dráuzio Varella indica algumas medidas que você pode tomar para evitar ou amenizar a síndrome de burnout. Nós separamos algumas delas, confira!

7 medidas concretas para prevenir o burnout

  1. Fazer exercícios físicos regularmente (mesmo quando os prazos no trabalho estiverem apertados); 

  2. Desfrutar de momentos de descontração e lazer ao longo da sua semana – por si só, essa medida pode ajudar bastante a lidar com o esgotamento.

  3. Fazer uma avaliação honesta das suas condições de trabalho, e verifique se elas estão interferindo na sua saúde física e mental;

  4. Escutar as opiniões de amigos, familiares e colegas de trabalho. É possível que eles já conseguiram perceber alguns dos sintomas do burnout em você, ou eles mesmos já enfrentaram esse problema antes e podem oferecer ajuda.

  5. Tente criar novas dinâmicas de trabalho, com diferentes metas e objetivos para incentivá-lo durante as atividades;

  6. Tenha em mente o efeito de entorpecentes, como a bebida alcoólica, já que esses podem potencializar sintomas do burnout, a exemplo da ansiedade e da depressão;

  7. Cuide da sua saúde mental. A sua mente é tão importante quanto o seu corpo, e procurar ajuda profissional com um psicólogo deve ser algo a se pensar.

E, assim, a gente encerra o nosso texto de hoje! Se você gostou, não deixe de conferir também:

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