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Scrum: o que é essa metodologia e como começar a aplicar de forma simples

Profissional de TI - por Fernanda Pinheiro

Trabalhar de forma mais ágil e flexível é essencial para tirar os projetos do papel. Leia o texto e descubra o que é scrum, como começar a aplicá-lo e porque essa metodologia anda tão comentada ultimamente.

O mercado de tecnologia da informação está em franca ascensão. Com mais vagas em aberto do que a mão-de-obra disponível pode atender, as empresas e startups do ramo buscam estratégias para aumentar a produtividade e se tornarem mais competitivas no mercado. Assim, a metodologia scrum começou a dominar o cenário tech.

Se você é desenvolvedor ou se trabalha com TI, certamente já ouviu falar desse termo antes. Mas você sabe mesmo o que significa scrum? Continue lendo o texto para descobrir:

O que é o scrum?

O scrum é uma metodologia de trabalho cada vez mais utilizada para agilizar projetos e facilitar na hora de tirar uma boa ideia do papel. E, apesar do scrum ter surgido e crescido no meio da indústria de desenvolvimento de softwares, seus fundamentos vêm de muito antes.

O método PDCA, por exemplo, foi criado lá atrás, em 1924. O PDCA era um método de gestão de trabalho que funcionava em quatro ciclos: planejar (plan), executar (do), verificar (check) e agir (act). 

Embora tenha chegado apenas nos anos 80, a metodologia scrum mantém quase intocada as bases do PDCA. O termo “scrum” surgiu pela primeira vez em 1986, em um estudo realizado por dois japoneses especialistas em desenvolvimento de produtos, Hirotaka Takeuchi e Ikujiro Nonaka. 

Após analisarem diversos estudos de casos envolvendo montadoras de automóveis e diversas outras fábricas, os autores idealizaram um novo método para desenvolver projetos de forma mais ágil e flexível.

Takeuchi e Nonaka buscaram inspiração também no rugby, esporte inglês em que o trabalho em equipe é fundamental para atingir o sucesso. 

É justamente daí que adveio o nome “scrum”, que na prática esportiva pode ser traduzido como “formação ordenada”, uma situação frequente em que membros das duas equipes disputam a bola em uma espécie de “montinho”.

A referência ao rugby foi feita depois que os resultados da pesquisa indicaram que ter equipes pequenas, com indivíduos bem coordenados e que almejam objetivos altamente desafiadores, se mostrou um modelo estratégico de alta eficácia para desenvolver projetos complexos. 

E, apesar de ter surgido no contexto da indústria manufatureira japonesa, os ensinamentos do scrum foram rapidamente adaptados nos anos 90 às empresas de software. Desde então, a metodologia só se popularizou ainda mais, sendo empregado hoje por empresas e startups de diversos ramos diferentes.

Afinal, por que se fala tanto em metodologias ágeis ultimamente?

As metodologias ágeis estão dando o que falar. Elas estão presentes na mídia, no LinkedIn, nas redes sociais, dentro das empresas e nos grupos de WhatsApp e Telegram. Mas, afinal, o que há de tão especial nelas que todo mundo está falando tanto assim nisso?

Simples: porque é uma forma certeira de aumentar a produtividade, organizar melhor as tarefas e alavancar o potencial de uma equipe.

O kanban, por exemplo, é um método bastante intuitivo, didático e ilustrativo para auxiliar na execução de tarefas e ajudar na conclusão das demandas. Através de pequenos cartões ou post-its, o método kanban facilita a visualização do fluxograma de produção e ajuda as equipes a se organizarem melhor. 

Em equipes pequenas ou com demandas em excesso, essa facilidade de saber onde estamos, o que já foi feito e o que precisa ser concluído pode economizar um tempo enorme, além de evitar erros por falta de coordenação ou planejamento.

Em outras palavras, as metodologias ágeis são tão populares agora porque podem tornar as empresas mais produtivas. E, em um mercado de trabalho cada vez mais competitivo, toda ajuda deve ser muito bem-vinda.

Como começar a aplicar o scrum de forma simples?

O scrum possui alguns papéis fundamentais, que devem ser cumpridos pelos membros e líderes da equipe, e é composto por quatro etapas. Elas são: o planejamento prévio do sprint, o levantamento diário, a revisão do sprint e, por fim, retrospectiva do sprint. 

Agora, abordaremos em mais detalhes quais são esses papéis e o que fazer em cada uma dessas etapas. Vamos lá?

Quais são as etapas do scrum?

  1. Planejamento do Sprint

    Planejar o sprint deve sempre ser o primeiro passo do scrum. O sprint pode ser definido como o limite de tempo para a equipe concluir determinada tarefa ou projeto. Esse período vai variar muito de acordo com o tamanho da atividade em questão. Porém, no geral, os sprints costumam durar de duas a quatro semanas.

    Então, na reunião de planejamento, o time se reúne e discute quais deverão ser as próximas tarefas e qual o prazo para cumprí-las. Feito isso, é iniciado o sprint.

  2. Levantamento Diário

    Como seu próprio nome indica, o levantamento diário, também conhecido como daily scrum ou daily stand-up, é justamente isso, um levantamento diário para averiguar o quanto cada membro da equipe conseguiu progredir em suas tarefas. 

    Aqui, a ideia é manter o time na mesma página sobre como vai o andamento do projeto. Além disso, é um momento que permite a realização de um rápido diagnóstico em grupo sobre quais tarefas estão fluindo bem e quais precisam de ajustes para serem concluídas dentro do prazo previsto.

    O ideal é que esse stand-up seja rapidinho, uma reunião curta de 10 a 20 minutos, por exemplo. Mas esse acompanhamento também pode ser feito de outras formas também, utilizando pequenos relatórios, por exemplo, para atualizar os progressos da equipe.

  3. Revisão do Sprint

    A revisão do sprint, também chamado de sprint demo ou sprint review, é feita imediatamente após a conclusão de um sprint. Ela tem como objetivo fazer com que cada membro demonstre o trabalho que realizou ao longo daquele período.

    Por esse motivo, não é incomum vermos reuniões para revisar o script superando a marca dos 60 minutos. Porém, é recomendável que a conversa não dure mais de uma hora.

    Lembre-se de que a ideia por trás de utilizar uma metodologia ágil em primeiro lugar é justamente evitar reuniões demasiadamente longas.

  4. Retrospectiva do Sprint

    Pronto, chegamos na última fase do scrum. Olhando de longe, a etapa da retrospectiva pode até lembrar um pouco a anterior, de revisão do sprint. Mas existem algumas diferenças cruciais entre as duas.

    O propósito da retrospectiva do sprint é realizar um feedback com toda a equipe sobre o sprint que acabou de ser concluído. Identificar o que deu certo e o que não deu, elaborar novas propostas de como fazer as coisas de maneira mais eficiente, além de celebrar as realizações, as tarefas cumpridas com sucesso naquela semana.

    É preciso sublinhar, aqui, o quão importante é esta etapa do scrum. Afinal, sem fazer uma boa revisão, o seu time não será capaz de aprender com erros, criar novas soluções para seus problemas e ganhar produtividade. 

    E, claro, celebrar as conquistas é uma peça-chave para manter a equipe em ritmo, estimulada e focada, em especial depois de meses mergulhado no projeto.

E quais são os papéis fundamentais do scrum?

  • Product Owner  

O product owner, ou dono do produto, atua como o “cliente” dentro da equipe. Isso porque é ele quem puxa as demandas e indica os recursos que a equipe pode ter ao seu dispor. 

É responsabilidade sua, também, orientar sempre os colaboradores e ser a ponte entre o cliente final e os desenvolvedores. Precisa ter uma visão ampla, mas capaz de analisar em detalhes também cada parte individual do projeto.

  • Scrum Master 

O scrum master é o membro principal à frente de todo o processo de desenvolvimento do projeto. Isso significa que ele lidera e coordena a equipe, tomando decisões (muitas vezes, difíceis) e certificando sempre que os princípios e os valores do cliente estão sendo levados em conta em cada decisão do time de produção.

  • Time Scrum  

O time scrum é justamente o time de desenvolvimento, sendo composto por toda a equipe excetuando-se apenas o scrum master e o product owner. São eles que executam, de fato, o projeto, tocando o desenvolvimento em sua rotina diária de trabalho.

Pode ser composto por profissionais de diversas áreas diferentes do conhecimento, permitindo uma perspectiva mais ampla e que agregue mais visões e valores para o projeto. Sua principal característica é ser auto gerenciável, isto é, é o próprio time scrum que estabelece as metas para a equipe e são eles que executam e fiscalizam o cumprimento dessas.

Assim, encerramos o nosso texto sobre scrum: o que é, porque é importante e como começar a aplicá-lo de forma simples. Gostou do texto? Então não deixe de ficar por dentro de todas as novidades do universo de TI. É só descer até o final da página e se inscrever na nossa newsletter!

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