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Qualidade de vida no trabalho: o que é e porque ela é tão importante

Profissional de TI - por Fernanda Pinheiro

saúde e qualidade de vida no trabalho
Se sentir satisfeito e motivado no trabalho pode trazer diversos benefícios. Entenda o que é qualidade de vida no trabalho e como ela pode melhorar tanto a produtividade como a sua saúde mental.

Não é preciso procurar muito para encontrar, em meio às rolagens infinitas nos feeds das redes sociais, depoimentos de pessoas insatisfeitas com o trabalho. O nível de satisfação dos colaboradores é um ponto-chave para entender a qualidade de vida no trabalho, uma questão importantíssima e cada vez mais estudada.

Os fatores que levam à uma queda na qualidade de vida no trabalho são muitos, mas o resultado é sempre o mesmo: menor produtividade, maior turnover e menor capacidade de atrair e reter substitutos bem qualificados.

Quer saber mais sobre os componentes da qualidade de vida no trabalho e entender como isso pode impactar a sua motivação em uma empresa? Continue lendo o texto e descubra:

Afinal, o que é qualidade de vida no trabalho?

A qualidade de vida no trabalho é uma forma de medir a relação que os empregados estabelecem com seu ambiente de trabalho. Trata principalmente da satisfação e da motivação dos colaboradores, e como isso impacta a performance dos membros e a produtividade geral de uma organização.

Os principais componentes da qualidade de vida no trabalho são:

  1. A boa relação dos membros com o restante da organização, em especial com seus colaboradores diretos de trabalho e com suas lideranças mais próximas;

  2. A satisfação com o trabalho desenvolvido, com as metas atingidas e os resultados alcançados, e o devido reconhecimento dos seus pares;

  3. As condições físicas e mentais presentes no ambiente de trabalho, que envolvem desde o número de horas e a pressão psicológica para bater metas até as condições de trabalho, com ambientes devidamente iluminados e arejados, por exemplo;

  4. A autonomia do empregado em empenhar suas funções e arcar com as responsabilidades das suas decisões, sem necessitar de uma supervisão excessiva e impeditiva dos outros membros da empresa;

  5. A percepção salarial do funcionário e os benefícios do emprego em relação à vagas similares no mercado e senioridades semelhantes dentro da própria empresa;

  6. A expectativa futura dentro da empresa, com um plano de carreiras recompensatório, bem estruturado e que seja estimulante para os quadros da organização.

É preciso destacar, porém, que o significado de qualidade de vida no trabalho mudou muito nos últimos anos. As gerações X e Y, por exemplo, possuem prioridades diferentes das gerações anteriores, com preferências por horários flexíveis e maiores autonomias no empenho do trabalho.

Cada indivíduo possui seu próprio jeito de trabalhar e de se relacionar com o ambiente de trabalho. Para melhorar a qualidade de vida no trabalho e extrair o máximo dos seus colaboradores, uma organização precisa, portanto, identificar as necessidades e desejos de todos. 

Por que se sentir bem no trabalho é tão importante?

Em algum momento ou outro da sua vida, você provavelmente já se sentiu desmotivado em seu emprego, não é mesmo? Na verdade, essa é a realidade para a maioria dos brasileiros: uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE, revelou que 56% dos trabalhadores formais estão insatisfeitos com o trabalho.

Esse dado é ainda mais negativo do que parece, afinal o foco da pesquisa foram os trabalhadores formais. A mesma pesquisa mostrou também que 74% das vagas criadas no ano em que foi conduzida foram vagas informais. E diferente dos trabalhadores de carteira assinada, que hoje inclusive são minoria no Brasil, os trabalhadores informais não têm direito a diversos benefícios trabalhistas.

96% dos entrevistados afirmaram também que é importante o reconhecimento dos funcionários através de benefícios materiais. Por outro lado, 90% consideraram que esse reconhecimento poderia vir de outras formas, em especial através de elogios e parabenizações.

Então apesar de passar, também, pela remuneração das vagas, o problema da qualidade de vida no trabalho vai muito além dessa questão. É estrutural, está presente no corpo das organizações, na cultura organizacional, no gerenciamento de pessoal e é algo que precisa ser repensado e revisto o quanto antes.

No caso das empresas, o impacto para elas é principalmente em matéria financeira e em qualidade de serviços. Um time de colaboradores insatisfeito e com estresse elevado não exitará em alçar vôos maiores assim que uma nova oportunidade bater à porta. Como consequência disso, aumenta-se o turnover das organizações, que por sua vez também traz efeitos negativos para a satisfação do quadro geral da empresa.

Como romper esse ciclo de desmotivação e baixa qualidade de vida no trabalho? Essa é uma pergunta cada vez mais cara para as organizações, que precisam reimaginar a forma com que engajam a sua força de trabalho. E é cara, também, para a própria a força de trabalho, que sofre ainda com os reflexos disso nos outros âmbitos da sua vida pessoal.

Como o trabalho afeta a sua vida pessoal? 

A qualidade de vida no trabalho influencia muito as relações de uma pessoa com seu círculo familiar e de amizades. É impossível colocar o emprego em uma caixinha isolada do restante, portanto é natural que o estresse do trabalho transborde para a vida pessoal dos membros de uma empresa.

Nós somos seres sociais e vivemos boa parte das nossas rotinas no modo de produção, então é claro que esse é um aspecto muito importante das nossas vidas. E é justamente por isso que não podemos desprezar desprezar a qualidade de vida no trabalho.

Além do estresse, é comum que um ambiente de trabalho inadequado ou insalubre torne as pessoas mais ansiosas, também. A ansiedade, inclusive, se espalhou pelos escritórios brasileiros — cerca de 54% dos empregados no país apresentam níveis médios e altos de ansiedade.

Sentir-se um pouco ansioso é normal, afirmam os especialistas. Mas vira um problema quando começa a prejudicar o sono e trazer sintomas físicos no corpo da pessoa, como falta de ar e taquicardia. 

E o principal fator que está levando à ansiedade é o trabalho em excesso: a mesma pesquisa apontou que 80% dos 89 mil brasileiros entrevistados se sentem hiperprodutivos. 

Eventualmente, esse trabalho em excesso pode levar ao burnout, ou síndrome de esgotamento profissional. O burnout é um distúrbio emocional que pode trazer sérios prejuízos para a saúde mental do empregado. Impacta severamente a sua motivação para trabalhar e a sua produtividade, também.. 

No Japão, país que ficou conhecido por ter rotinas de trabalho extremamente exaustivas, o burnout se tornou um problema de saúde pública, após surgirem diversos casos de pessoas que morreram de trabalhar, literalmente. O episódio levou até à criação do termo karoshi, que em japonês significa “morte por excesso de trabalho”.

Desde então as organizações do país têm buscado reimaginar as condições de trabalho. Diversas empresas, por exemplo, já realizam experimentos com rotinas de trabalho de quatro dias úteis.

A Microsoft foi uma delas, e seus resultados até o momento foram bastante animadores. Após reduzir a carga horária dos funcionários, a companhia reportou ter tido um aumento de 40% na produtividade da sua filial japonesa.

A expectativa agora é de que outras empresas ao redor do mundo também experimentem com rotinas de trabalho menores e mais flexíveis.

Por que pensar em qualidade de vida no trabalho na hora de buscar novas oportunidades?

Se você chegou até aqui, então já sabe da importância da qualidade de vida no trabalho, tanto para o âmbito profissional quanto para o pessoal. Por isso, se você está insatisfeito com o seu atual posto de trabalho, e acredita que o seu emprego está sendo um grande motivo de infelicidade, é importante pensar como garantir que sua próxima vaga não será do mesmo jeito.

Alguns dos sinais mais evidentes de insatisfação com o emprego são:

  • alta irritabilidade, ou seja, pequenas coisinhas do dia a dia são capazes de te tirar do sério;
  • períodos extensos de procrastinação, mesmo com uma lista cheia de afazeres;
  • o tempo parece não passar enquanto você trabalha e você está sempre olhando para o relógio pensando na hora de bater o ponto;
  • você não mantém boas relações ou não se sente confortável com seus pares e líderes; 
  • você não se preocupa ou é indiferente com seu trabalho e com a performance da empresa no geral;

Lembre-se que para dar o máximo de si, você precisa ter um ambiente adequado, respeitoso e que valorize você como profissional. Desde o seu primeiro contato, a empresa precisa se mostar apta a oferecer condições de trabalho satisfatórias. Precisa, também, de uma cultura organizacional capaz de motivar você e os outros colaboradores a irem além. 

Portanto, mudar de emprego é sempre uma oportunidade de conseguir melhores condições de trabalho. Seja na hora de enviar currículos ou fazer uma entrevista, é preciso ter em mente todos aqueles componentes da qualidade de vida no trabalho, e não apenas a pretensão salarial.

E, claro, os benefícios disso tudo se voltarão à todos, mas principalmente à você, que se sentirá mais satisfeito com o seu emprego. Isso trará efeitos positivos para sua efetividade e produtividade no cargo, mas também para as suas relações pessoais. Afinal, como falamos anteriormente, é impossível isolar a vida profissional do restante.

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