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Metodologias ágeis: o que são e os tipos mais utilizados

Tecnologia e Inovação - por Fernanda Pinheiro

ferramentas de metodologias ágeis
Conhecer as metodologias ágeis é fundamental para empresas que querem acelerar projetos, encurtar ciclos de desenvolvimento e otimizar resultados. Leia o texto da Ivory IT, descubra o que são metodologias ágeis e conheça os tipos que as empresas mais utilizam!

Não é novidade que o mercado está cada vez mais competitivo e sujeito a pressões dos clientes para investir em inovações. Assim, a busca por maior flexibilidade, produtividade e qualidade nos produtos e serviços originou as chamadas metodologias ágeis de trabalho.

Desde que surgiram, as metodologias ágeis ganharam cada vez mais espaço no meio empresarial, em especial entre as startups.

Quer entender o que são metodologias ágeis, saber quais são seus tipos, e descobrir as metodologias ágeis mais utilizadas? Então este texto foi feito sob medida para você. Vem com a gente!

Confira também: Experiência do Usuário: o que é UX e como se inserir nessa área?

O que são metodologias ágeis?

As metodologias ágeis são um conjunto de práticas eficazes que permitem uma entrega rápida e de alta qualidade de bens e/ou serviços, colocando em alinhamento os objetivos da empresas com as necessidades dos clientes.

Ao longo do progresso de um projeto, é natural surgirem imprevistos que podem acabar estendendo demasiadamente o ciclo de desenvolvimento. 

Como consequência disso, perdem-se prazos, gastam-se mais recursos, e o ambiente de trabalho pode acabar se tornando muito mais estressante e improdutivo.

Dessa forma, as metodologias ágeis surgiram entre as empresas de TI como alternativas ao modo tradicional de gestão de projetos. 

O grande diferencial dessas metodologias é buscar uma melhor coordenação, alinhamento e comunicação entre os colaboradores da equipe de desenvolvimento.

Afinal, isso é essencial para identificar possíveis erros durante o projeto e fazer as adaptações requeridas antes que seja tarde demais no ciclo.

Ainda, as metodologias ágeis trazem maior flexibilidade no modo de trabalho, para evitar engessamentos que podem comprometer essa mudança necessária de curso.

Então, resumindo, o objetivo das metodologias ágeis é tornar os ciclos de desenvolvimentos mais curtos, inteligentes e eficientes, visando com isso reduzir custos, acelerar projetos e melhorar a performance das equipes.

E embora o conceito tenha surgido em empresas que trabalham com desenvolvimento de software, hoje podemos aplicá-lo em qualquer tipo de organização.

Quais são os tipos de metodologias ágeis?

Agora que você já sabe o que são, vamos abordar quais são as metodologias ágeis mais utilizadas pelas empresas. Confira!

SCRUM

De longe, o SCRUM é a metodologia ágil mais utilizada e conhecida. Então, se você já teve algum contato com metodologias ágeis antes, certamente já ouviu falar do Scrum. 

Neste método, divide-se a execução de um trabalho em ciclos, chamados de Sprints (corridas, em inglês), com cada sprint representando o tempo em que determinado conjunto de atividades deve ser realizado.

Por exemplo, segundo o Scrum Guide, uma Sprint costuma ser dividida entre 2 a 4 semanas. Isso porque uma semana é considerado muito pouco para entregar algo funcional, e um prazo acima de quatro semanas pode levar a atrasos no projeto.

Então, imagine que a sua empresa está desenvolvendo um novo produto: o primeiro passo da equipe é criar o Product Backlog. 

O Product Backlog é uma lista resumida, com todas as funcionalidades desejadas para aquele produto, e essa lista sempre deverá ser ordenada pelas funcionalidades mais importantes para o negócio. 

E, para isso, é preciso de um gestor, capaz de coordenar a atuação dos membros da equipe, e essa pessoa é denominada o Product Owner.

Após feito o Product Backlog, inicia-se a rotina de trabalhos, onde ocorre diariamente a “Daily Scrum”. 

Nessa reunião, o time de desenvolvimento planeja o que será executado pelas próximas 24 horas, e o intuito é otimizar a colaboração e a performance da equipe, através do acompanhamento do trabalho realizado desde a última Daily Scrum.

Assim, podemos dizer que a base do Scrum é fundada em 3 pilares. Isto é, o planejamento de tempos, a definição das funcionalidades a serem aplicadas e as reuniões diárias, para verificar o andamento do projeto e certificar que o produto será entregue no prazo determinado.

Kanban

O Kanban surgiu na década de 50 e está vinculado ao Just in Time, método criado pela Toyota e que se tornou altamente popular na segunda metade do século XX.

Na época, o Kanban surgiu como uma forma de facilitar o acompanhamento do fluxo de produção da Toyota. Isso foi feito a partir da utilização de símbolos visuais facilmente reconhecíveis, como post-its com as atividades a serem feitas.

Assim, cada tarefa no Product Backlog costuma contar com três estágios: a fazer, em andamento e entregue. À medida que as tarefas são realizadas, o post-it daquela atividade é reposicionado para condizer com o estágio correspondente.

Hoje, existem diversas ferramentas gratuitas e online que permitem a utilização desse método. Mas é importante deixar estabelecido que o principal objetivo do Kanban é favorecer a gestão a vista do fluxo e a situação do projeto.

Aliás, uma boa ideia é aliar o Kanban ao método Scrum, já que ambos são complementares no gerenciamento das atividades, desburocratizando e simplificando os processos.

FDD

O FDD é uma abreviação de Feature-Driven Development, que pode ser traduzido do inglês como “desenvolvimento guiado por funcionalidades”. 

O princípio do FDD é entregar periodicamente para o cliente um produto tangível e funcional, e que seja capaz de atrair feedback. Nesse sentido, o FDD se assemelha bastante ao Produto Mínimo Viável (MVP).

Assim, o diferencial do FDD é que ele busca gerar o máximo de valor para o cliente, pois sempre são apresentadas novas funcionalidades do produto. 

Pensando em um exemplo de uso dessa metodologia, imagine que você tem uma empresa que faz portas e janelas personalizadas.

O prazo previsto é de um mês para o projeto. Contudo, através do FDD, no final de cada semana você disponibiliza os resultados obtidos naquele período para o cliente verificar o progresso do serviço.

Dessa forma, você se aproxima do cliente, podendo incluir seus feedbacks no ciclo de desenvolvimento e resultando em um produto mais satisfatório.

E isso faz muito sentido! Afinal, é ele quem utilizará o produto final. Então, porque não incluir suas opiniões e sugestões na realização do serviço?

Conclusão

Como você pôde ver, as metodologias ágeis visam dar maior controle sobre o ciclo de desenvolvimento de um projeto, auxiliando na coordenação e alinhamento da equipe e potencializando os resultados obtidos.

Todas as metodologias ágeis citadas acima são especialmente utilizadas por empresas e pessoas que trabalham com desenvolvimento de software, já que é um serviço sujeito a constantes mudanças.

Pois, como um software não é “tangível”, muitas vezes inicia-se o projeto com uma visão e, ao longo do desenvolvimento, é idealizado outro produto final.

Daí a importância das metodologias ágeis: elas vieram para unir, alinhar e integrar a equipe do projeto com o cliente final.

Mas essas metodologias ágeis não estão de forma alguma limitadas ao setor de TI, já que seu objetivo principal é desburocratizar a comunicação interna. A falta de uma comunicação eficiente dentro das empresas é um grande problema, impactando diretamente no desenvolvimento de seus produtos e serviços.

Gostou do texto? Então continue com a gente e confira estes outros conteúdos do blog Ivory IT!

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