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Liderança feminina: importância e 6 exemplos para se inspirar

Recursos Humanos - por Fernanda Pinheiro

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Entenda qual a importância da liderança feminina nas empresas, veja como está a situação atual das mulheres no mercado de trabalho brasileiro, e se inspire com 6 exemplos de liderança feminina!

Cada vez mais empresas, no Brasil e no mundo, procuram ter mulheres em cargos executivos e de gestão. A liderança feminina, além de ser uma inspiração para muitas profissionais, é um passo importante para acabar com a desigualdade salarial entre homens e mulheres em cargos semelhantes.

Continue com a gente para descobrir:

Qual a importância de ter uma liderança feminina?

Afinal, por que é tão importante ter mulheres em cargos de liderança? A resposta para essa pergunta atravessa diversos aspectos, e um deles é a questão da representatividade.

Isso porque de acordo com a PNAD Contínua, do IBGE, as mulheres são maioria entre profissionais da ciência e intelectuais (63%), trabalhadores de apoio administrativo (64,5%), ocupações elementares (55%) e do setor de serviços (59%), sendo que esse último é responsável pela maior parte dos empregos no país.

Mas, apesar disso, nas posições de diretores e gerentes, as mulheres ocupam menos de 42% do total de cargos. Ademais, para esses cargos de liderança, elas recebem em torno de 29% a menos do que os homens.

Dessa forma, enquanto a liderança masculina recebe, em média, 6.216 reais no Brasil, a liderança feminina recebe 4.435 reais.

Essa discrepância salarial é ainda mais problemática quando incluímos na carga horária de trabalho semanal os serviços feitos em casa, a chamada segunda jornada de trabalho. 

Em 2019, o IBGE revelou que a jornada das mulheres no trabalho doméstico é de 10h24 a mais do que a jornada dos homens.

Ou seja, apesar do trabalho total das mulheres ser significativamente maior que o dos homens, a remuneração delas é menor para posições equivalentes.

Então, quando há liderança feminina nas empresas, é natural que as gestoras tenham mais sensibilidade a essa pauta. Afinal, muitas delas inclusive já enfrentaram pessoalmente problemas relacionados a isso durante suas carreiras.

Por isso, quando se tem uma mulher em cargo de liderança, aumentam as chances de se resolver o problema da discrepância salarial dentro das empresas.

Além disso, a diversidade de gênero está correlacionada com a lucratividade das empresas. Segundo o estudo da McKinsey Company, empresas que possuem lideranças femininas nas equipes executivas têm uma probabilidade 21% maior de lucro. Quando somado à diversidade étnico e cultural, esse número sobe para 33%.

Ou seja, embora o ímpeto inicial por trás dessas iniciativas seja justiça social, as companhias começam a perceber que diversidade e inclusão são uma forte vantagem competitiva e uma grande alavanca de crescimento.

Como está a situação das mulheres no mercado de trabalho hoje?

Apesar desse caminho até a equidade de gênero ainda parecer muito longo, ele foi encurtado significativamente nas últimas décadas.

Na década de 60, por exemplo, apenas 16% do mercado de trabalho era composto por mulheres. Quando contrastamos isso com 2010, 50 anos depois, esse avanço fica nítido: naquele ano, a ocupação feminina no mercado de trabalho era de 47%.

E embora não existam dados tão antigos sobre a disparidade salarial de homens e mulheres, se pegarmos a mesma PNAD Contínua, percebemos uma singela melhora nos últimos anos.

No Brasil de 2012, as mulheres recebiam 24% a menos que homens em posições semelhantes. Já em 2018, essa distância foi reduzida para 20,5%.

Um dos fatores que mais tem motivado empresas a terem um novo olhar sobre essas questões é a pressão da própria sociedade civil.

ONGs, jornais e até consumidores cobram e reconhecem empresas que investem em lideranças femininas e que colocam em pauta a agenda da equidade de gênero.

O consumo hoje envolve questões que vão muito além do preço do produto: consumir se tornou, em diversas instâncias, um ato político também. E isso, por sua vez, está incentivando cada vez mais iniciativas e campanhas por parte das empresas. 

A pesquisa “Mulheres na Liderança”, realizada pela ONG Women in Leadership in Latin America, em parceria com o jornal O Globo e a revista Marie Claire, revelou que, em 2020, cresceu o envolvimento de CEOs e suas organizações em torno da pauta da liderança feminina.

Pois, segundo o estudo, 66% dos CEOs entrevistados colocaram a equidade de gênero como uma pauta prioritária, em comparação com 52% no ano de 2019. Ainda, mais da metade das 162 empresas analisadas afirmam ter metas definidas e ações práticas voltadas para a ascensão de mulheres em suas hierarquias.

Quais são exemplos de liderança feminina nas empresas?

Pronto, agora você já sabe por que é tão importante estimular a liderança feminina nas empresas. Então, para se inspirar ainda mais, fizemos uma lista com 6 exemplos de mulheres de destaque em cargos de liderança. Confira!

1. Ana Assis – NewCo

Após ser a primeira mulher a comandar a IBM na América Latina, a brasileira Ana Assis assumiu o cargo de Client Transition Leader Global na NewCo, um novo braço da gigante da computação. De acordo com Assis, “uma empresa não consegue ser inovadora sem ter diversidade de ideias, perspectivas e pontos de vista”,

2. Fernanda Checcinato – Aya Tech

O mundo startupeiro ainda é predominantemente masculino, com apenas 15% das startups sendo lideradas por mulheres. Felizmente, porém, a Fernanda Checcinato é uma das que estão tentando virar o jogo. 

Checcinato é a fundadora da startup Aya Tech, empresa 100% brasileira que utiliza a nanotecnologia para desenvolver produtos inovadores e ecologicamente sustentáveis. Atualmente, a Aya Tech atende empresas  do agronegócio, bem como das indústrias têxtil, hospitalar e cosmética. 

3. Gisselle Ruiz y Lanza – Intel Brasil

Com mais de 20 anos de experiência no setor de tecnologia, Giselle Ruiz foi convocada pela Intel para ser diretora geral da empresa no país. Ela já atuou em diversos cargos de liderança em filiais da empresa na Argentina e no México, e em 2019 assumiu as operações de um dos maiores mercados do mundo para a Intel. “É uma enorme honra e também uma grande responsabilidade”, disse Ruiz.

4. Luiza Helena Trajano – Magazine Luiza

Há 25 anos atrás, quando Luiza Trajano assumiu a rede de varejos da família no interior de São Paulo, era difícil imaginar que a Magazine Luiza se tornaria o que é hoje. Mas, através de sua liderança, a empresa cresceu e virou uma gigante do comércio brasileiro, atingindo um valor de mercado superior a 160 bilhões de reais. 

Hoje, além de ser chefe do Conselho de Administração do Magalu, Luiza Trajano é uma importante liderança feminina no mundo corporativo, sendo presidente do Grupo Mulheres do Brasil.

5. Nathália Rodrigues – Nath Finanças

Quem já procurou dicas na internet de como poupar mais certamente já se deparou com a Nathália Rodrigues, mais conhecida como Nath Finanças. Com 20 anos de idade e ainda cursando Administração, ela resolveu gravar vídeos para ensinar educação financeira, principalmente para profissionais de baixa renda. 

Assim, com menos de 2 anos, as redes de Nathália já acumulam mais de 800 mil seguidores. Eventualmente, ela transformou seu canal em uma empresa de serviços financeiros, e também lançou um livro pela editora Intrínseca.

6. Tânia Consentino – Microsoft Brasil

Tânia Consentino é mais uma mulher que assumiu a liderança de uma gigante da tecnologia: a Microsoft Brasil. Consentino foi também presidente da Schneider Electric e atua fortemente em projetos a favor da sustentabilidade e da valorização das mulheres no mercado de trabalho.

Além disso, Tânia é a única mulher latino-americana reconhecida pela Organização das Nações Unidas por desenvolver soluções relevantes para redução das emissões de carbono. Um exemplo disso foi seu projeto com o SENAI, que formou mais de 30 mil jovens na área socioambiental.

E, assim, a gente encerra o texto por aqui! Esperamos que você tenha se inspirado com todos esses grandes exemplos de liderança feminina nas empresas.

Para se aprofundar ainda mais nesse tema, não deixe de conferir abaixo a conversa sobre “Liderança Feminina: Você Pode”, proposta pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e com a participação da professora Maria José Tonelli e Amanda Sadalla, que atua como consultora no enfrentamento e prevenção da violência contra a mulher.

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