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Inovação nas empresas: definição e 3 cases para se inspirar

Profissional de TI Tecnologia e Inovação - por Fernanda Pinheiro

colaboradores juntos para a inovação nas empresas
Ficar à frente do mercado exige dedicação, boas decisões, uma pitada de sorte e, claro, inovação. Continue lendo o texto e veja o que é inovação nas empresas, porque inovar é necessário e se inspire com 3 cases reais!

Da criação da roda à invenção da internet, o espírito inovador sempre esteve presente nos grandes feitos e conquistas da humanidade. Não à toa, no mercado de trabalho, principalmente nos setores de maior competição, a inovação nas empresas se tornou simplesmente indispensável.

Pois, à medida que a tecnologia avança, a distância entre as empresas de ponta e o restante do mercado só aumenta — e ficar para trás pode ser fatal.

Quer saber mais? Continue com a gente e confira:

O que é inovação nas empresas?

A inovação nas empresas aparece de diversas formas. Pode ser um método, um jeito novo de fazer coisas antigas; pode ser um novo modelo de negócios, que viabilize serviços e atenda demandas latentes; ou pode ser um produto novo, capaz de gerar valor para seus clientes.

A palavra inovação vem do latim innovatio, que pode ser traduzido como ideia, mas inovar não é só isso. Além de ter uma ideia inovadora (e aperfeiçoá-la o quanto puder), é preciso também executar essa ideia com dedicação e engenhosidade.

Afinal, o que diferencia uma ideia inovadora das demais, ou por que alguns tem um sucesso enorme, enquanto muitos outros fracassam? 

A resposta para essa pergunta é complexa, mas entre outras coisas, para inovar de verdade, é preciso resolver problemas que muitas pessoas têm em comum. 

Por exemplo, se eu te perguntar quem inventou a lâmpada, é capaz que sua resposta seja “Thomas Edison”. 

Entretanto, apesar de ser reconhecido por muitos como o inventor da lâmpada, foi Alessandro Volta quem inventou o primeiro dispositivo capaz de fornecer uma fonte confiável de eletricidade.

Então, por que Thomas Edison é reconhecido como o inventor da lâmpada? A resposta é simples: porque foi ele quem criou a primeira lâmpada comercialmente viável, ou seja, capaz de gerar lucro e ser produzida em escala.

E, até criar uma lâmpada comercialmente viável, Edison realizou mais de 1200 testes com 6000 materiais diferentes.

Foi esse esforço tremendo que levou Thomas Edison, um dos maiores inventores de todos os tempos, a cunhar a seguinte frase: genialidade exige 1% de inspiração e 99% de transpiração. 

Portanto, a inovação nas empresas surge justamente a partir dessas ideias e práticas, que combinam inspiração e transpiração para resolver problemas reais que as pessoas enfrentam no cotidiano. 

Por que inovar é necessário?

Afinal, por que a inovação nas empresas é tão importante? A raiz disso vem do fato de que o mundo está sempre mudando, e a cada dia que passa, essas transformações só aceleram. 

Novas descobertas são feitas, novas tecnologias criadas, e o seu negócio precisa estar sempre bem inserido nesse contexto de mudanças, renovações e reinvenções.

Do contrário, você e a sua empresa correm o risco de serem atropelados pela concorrência. Em especial, se for o caso de uma área de concorrência intensa e globalizada, como é o caso da tecnologia da informação.

Contudo, ainda hoje, muitos acreditam que a inovação é exclusiva de grandes empresas, ou multinacionais, com verbas fartas para pesquisa e desenvolvimento (P&D).

Entretanto, essa visão não guarda coerência com a realidade, em que pequenas empresas e startups conseguem competir – e vencer – os gigantes do mercado.

Por isso, se sua cultura de trabalho ainda despreza ou ignora a importância da inovação nas empresas, atenção — ainda há tempo de mudar o rumo!

E como inovar?

Afinal, de onde vêm as ideias inovadoras? Por incrível que pareça, a melhor fonte para elas é o mundo real. 

Observe as coisas em volta no seu dia a dia: você perceberá que existem inúmeros problemas, obstáculos e empecilhos que pedem novas e melhores soluções, uma infinidade de demandas desconhecidas — ou conhecidas, mas ainda não bem atendidas — que você e sua empresa podem atender.

Mas não para por aí: existem também maneiras melhores, mais produtivas e eficazes de cumprir tarefas, produzir bens e prestar serviços.

E quando se deparar com uma possível solução para um problema relevante para você, não pare por aí: tente extrair um feedback de outras pessoas também.

Pois, para realmente trazer inovação, é preciso identificar se sua ideia atende, de fato, a uma demanda comum, relevante a muitas pessoas, ou se está resolvendo, na verdade, um problema individual, pertinente apenas à você.

Esse pequeno gesto, de tentar extrair opiniões sobre suas ideias, pode ser exatamente a peça que faltava para a inovação acontecer.

Mas, vale ressaltar que é importante sempre buscar fontes confiáveis de feedback. Assim, se as opiniões forem verdadeiras e honestas, e sua solução realmente atender a um problema comum a muitos, suas chances de sucesso aumentam muito.

3 cases e exemplos de inovação nas empresas para se inspirar

Agora que você já sabe o que é inovação nas empresas, porque ela é tão necessária e como inovar, vamos finalizar com chave de ouro!

Separamos 3 cases reais, com exemplos concretos de inovação, para você aprender, refletir e se inspirar. Confira!

1. Apple

O ano era 2007: a música do momento era Umbrella, da Rihanna, o Brasil havia acabado de sediar os jogos Pan-americanos, e o sonho de consumo era um Motorola V3.

É neste contexto que a Apple surge com uma das introduções mais icônicas da história do capitalismo: o lançamento do iPhone.

Embora hoje os smartphones com telas sensíveis ao toque pareçam ser coisa do passado, naquela época quase todos celulares eram repletos de teclas e botões. 

Os poucos dispositivos que possuíam touchscreen funcionavam mal: o reconhecimento de toque era falho, e muitos aparelhos ainda exigiam o uso de uma caneta.

Entra em cena Steve Jobs, com iPhone em mãos, utilizando apenas os dedos para navegar pelos álbuns do Beatles em seu iTunes.

É preciso deixar claro que a Apple nunca havia lançado um celular, e que não havia nenhum outro aparelho parecido com o iPhone naquele mercado.

Aliás, antes de ver Jobs conseguir dar zoom em fotos e vídeos fazendo apenas um singelo gesto de “pinças” com os dedos da mão, nem mesmo os consumidores tinham noção de que gostariam de ter um celular touchscreen. 

Então, o iPhone é um ótimo exemplo de como investimento em P&D, visão de futuro e, claro, uma boa apresentação de produto pode criar uma nova demanda, colocando sua empresa no topo de um mercado novo e com bilhões de consumidores em potencial.

2. Nubank

É bem provável que você, que está lendo este texto agora, já seja um dos 20 milhões de clientes do “Roxinho”. Mas se você não sabe como o Nubank surgiu, prepare-se para um excelente case de como a inovação nas empresas acontece na prática.

Após se frustrar com a experiência bancária aqui no Brasil, o colombiano David Vélez descobriu uma queixa de muitos: no geral, os bancos nacionais ofereciam serviços ruins, e ainda por cima cobravam caro por isso.

Então, colocando bastante ênfase no mobile e nas novas tecnologias, Vélez decidiu criar um banco digital. Sua ideia inicial era simples, e resolvia um problema comum a muitos: oferecer serviços bancários de excelente qualidade e sem cobrar um centavo de tarifa.

Porém, o problema é que não bastava ter a ideia inovadora – tinha que tirá-la do papel também. E, felizmente para Vélez, ele conseguiu.

O Nubank se tornou a startup mais valiosa de toda a América Latina, sendo a única brasileira de capital fechado a ultrapassar a marca de 10 bilhões de dólares em valuation.

Assim, a história de Velez mostra duas coisas: primeiro, como os problemas do seu dia a dia podem inspirar uma ideia realmente inovadora. 

E em segundo lugar, é uma prova de que não basta ter uma ideia, por mais inovadora que ela seja: é preciso fazer como Vélez, que executou seu projeto da melhor forma possível e conseguiu trazê-lo com força e vigor para o mundo real.

3. Havaianas

Quem não tem uma Havaianas em casa? Além de ser uma das marcas mais conhecidas e adoradas do Brasil, a Havaianas também tem muito o que ensinar sobre inovação nas empresas.

Após quase 30 anos de sucesso, a marca teve uma queda forte de vendas, e entrou em uma crise severa. 

Isso levou a proprietária da Havaianas, a Alpargatas, a finalmente mudar sua antiga fórmula de sucesso e fazer mudanças significativas.

O primeiro passo foi identificar porque consumidores fiéis à marca estavam preferindo concorrentes, como a Rider. Após pesquisas quantitativas e de opinião pública, eles finalmente descobriram.

Até então, a Havaianas seguiu o modelo do “bom e barato”, mas se deram conta de que esqueceram o “bonito”: as sandálias da marca só possuíam três opções de cores, e há tempos não haviam novos modelos.

Além disso, a empresa percebeu que haviam concentrado muitos dos seus esforços tentando conquistar a Classe C de consumidor. Entretanto, logo perceberam que teriam muito a ganhar criando mais opções voltadas para a Classe A. 

Afinal, além de poder comprar sandálias com maior valor agregado, o consumidor Classe A costuma ser influente, portanto poderia atrair outros clientes para a marca.

Feito todo esse diagnóstico inicial, eles partiram para ação: lançaram uma nova linha de produtos, as Havaianas Top, com uma série de novas opções de cor. Logo depois, lançaram outra linha, desta vez com estampas, pela primeira vez na história da empresa. 

Por fim, a Havaianas buscou também internacionalizar a presença da marca, investindo pesadamente em publicidade no exterior.

A partir disso, grandes celebridades, como Jennifer Aniston, foram vistas utilizando Havaianas em público, e revistas influentes de moda, como a Vogue, incluíram as sandálias em suas recomendações de look para o verão — e o resto é história.

O que esse exemplo das Havaianas mostra é que nos momentos de grandes dificuldades, a inovação se faz ainda mais necessária: nas crises, inovar e sair por cima pode ser, na verdade, a única saída possível.

E, com isso, encerramos aqui o nosso texto de hoje! Se você gostou, então não deixe de conferir também os seguintes conteúdos:

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