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Empatia no ambiente de trabalho: benefícios e 4 dicas para estimular

Recursos Humanos - por Fernanda Pinheiro

Ter um ambiente saudável e acolhedor é fundamental para melhorar a produtividade e reduzir o stress. Leia o texto e descubra a importância da empatia no ambiente de trabalho e como o RH pode estimulá-la.

A empatia é definida como a habilidade ou capacidade de reconhecer e compreender emocionalmente o outro. Em outras palavras, é um atributo que permite à pessoa realizar o exercício mental de se imaginar na posição do outro.

E, em tempos difíceis e de grande estresse, a empatia pode se mostrar uma grande aliada — em especial, dentro das empresas.

Continue lendo o texto e descubra:

O que significa empatia no ambiente de trabalho?

A empatia no ambiente de trabalho é considerada uma soft skill, uma vez que é uma habilidade essencial para um bom convívio com os colegas. E ela se faz necessária tanto nas relações diárias como nas demandas e tarefas de trabalho.

Por certo, será necessário na convivência com os colegas, em um momento ou outro, uma maior compreensão por alguma das partes.

Se um colaborador está enfrentando problemas na sua esfera pessoal, envolvendo a saúde de pessoas próximas, por exemplo, é de extrema importância que os colegas de trabalho apoiem esse colaborador, na medida do possível.

Em termos profissionais, o chefe pode estender o prazo para a entrega das demandas ou permitir que o funcionário cumpra sua carga horária à distância. 

E, em termos pessoais, significa que o chefe e os outros colaboradores podem — e devem — mostrar solidariedade e oferecer apoio emocional ao colega de trabalho.

E, apesar de parecer simples, praticar a empatia no cotidiano pode ser mais difícil do que se imagina, principalmente no caso de uma empresa. 

É no ambiente de trabalho que lidamos diariamente com demandas, prazos e pressões. E isso, por sua vez, pode afetar a capacidade dos colaboradores de exercerem a empatia em suas relações profissionais.

Qual a importância da empatia para o trabalho?

O trabalho é uma das esferas mais importantes das nossas vidas, e o mercado é um ambiente de extrema competitividade. É dentro da empresa que passamos boa parte da nossa semana, e é lá onde temos que superar desafios, contornar obstáculos e trabalhar em equipe.

Contudo, não se pode deixar de lado o fato de que nós somos seres humanos, sociais e emotivos, que nos preocupamos com o que os outros pensam e com a forma em que avaliam às nossas falas e ações. Por isso, damos enorme valor às nossas relações pessoais com os outros, estejam elas dentro ou fora do local de trabalho. 

Tudo isso é natural, e é justamente por tanto que a empatia é um valor tão importante: ela mostra que reconhecemos a humanidade no outro, que o respeitamos e que nos importamos com ele.

Parece pouca coisa, mas só o fato de você dar atenção e demonstrar se importar com o colega de trabalho pode fazer toda diferença. E esse é o melhor caminho para incentivar o outro a se importar com você e a se colocar no seu lugar, também.

E para as empresas, existem benefícios da empatia?

Existem ao menos quatro benefícios em estimular a empatia no ambiente de trabalho e em proporcionar uma cultura organizacional mais empática. São eles:

4 benefícios da empatia no ambiente de trabalho

  1. Melhorar as relações entre os colaboradores

    A empatia exige uma boa comunicação entre as partes. Afinal, como é possível entender o outro e exercer a empatia se não sei o que ele está pensando ou passando? Ao escutar o colega e demonstrar empatia, você acaba fortalecendo o seu vínculo com essa pessoa e passa a ter uma melhor relação com ela.

  2. Reduzir o nível de estresse 

    Ter uma boa relação entre os colaboradores é essencial para reduzir o nível de stress na empresa. Afinal de contas, ao saber que pode contar com a equipe, é natural que o profissional se sinta mais confortável e acolhido dentro da empresa. E isso se reflete tanto na satisfação com o trabalho como em seu estresse no cotidiano.

  3. Aumentar a produtividade da empresa

    Quando a gente está bem com a vida e, principalmente, com os nossos colegas de trabalho, a nossa atuação profissional melhora bastante, não é mesmo? Então, além de ser mais produtivo, o colaborador satisfeito com o emprego é um melhor parceiro, e pode até se tornar um funcionário inovador.

  4. Melhorar o atendimento ao cliente final

    E o último benefício, que pode ser considerado uma consequência de todos os outros, é o melhor atendimento ao cliente. Afinal, quando sua empresa trabalha bem, o consumidor final também sai ganhando, seja na qualidade do serviço ou no preço do produto.

Como praticar a empatia no ambiente de trabalho?

Agora que você já entende o que é a empatia e como ela se aplica no ambiente de trabalho, vamos explicar como praticar e estimular a empatia no ambiente de trabalho, começando pelo papel do RH.

O primeiro passo para o RH é escutar ativamente aos colaboradores da empresa. Isso significa colher feedback, ouvir o que eles têm a dizer e agir em cima do que foi dito.

A partir desse gesto, o RH abre também um canal real de diálogo com esses profissionais, por onde o setor pode começar a estimular a empatia no ambiente de trabalho.

Isso porque a empatia envolve, primeiramente, escutar o outro. Esse é o primeiro passo para entender alguém, de fato, e se colocar no lugar dela pessoa.

Por sua vez, escutar o outro estimula uma questão extremamente importante para criar um ambiente de trabalho mais empático, que é evitar o julgamento prévio. 

É fundamental evitar pré-conceitos e suposições sobre o que está acontecendo com o colega: a melhor coisa a se fazer é perguntar diretamente à pessoa como ela está se sentindo, se está tudo bem e como você pode ajudar.

Outra maneira de se estimular a empatia é reconhecendo o bom trabalho dos colegas. Além de incentivá-los a continuarem fazendo um bom trabalho, esse reconhecimento pode se tornar mútuo, visto que a pessoa elogiada deve acabar se atentando mais ao seu bom trabalho, também.

Por fim, não custa nada também pedir aos colaboradores que se coloquem no lugar do outro, independente da senioridade, e que exerçam a empatia no dia a dia com os seus pares. 

A rotina de trabalho, bem como a vida, de uma forma mais geral, sempre terá seus momentos mais árduos. E, nessas horas, se colocar no lugar do colega pode fazer toda a diferença do mundo para ele.

Por que o ambiente de trabalho pode ser tão estressante?

Não é de hoje que o estresse com a rotina de trabalho é um problema. Mas, nos últimos anos essa foi uma tendência que se agravou bastante.

Uma pesquisa da USP feita em 2019, por exemplo, descobriu que 78% dos brasileiros encaram o mercado de trabalho como uma das principais razões para o sofrimento psíquico e mental.

Mas por que as pessoas andam tão estressadas como trabalho? Existem diversas respostas para essa pergunta.

O trânsito

As horas diárias no trânsito, seja em um carro engarrafado na avenida ou “espremido” em ônibus e metrôs abarrotados, são um dos principais fatores. Com um maior volume de veículos nas ruas, os engarrafamentos pioraram muito nas últimas décadas.

Só esse adicional do tráfego pode tornar uma rotina de 8 horas de trabalho em uma jornada de 10 à 12 horas. Então, somando esse tempo perdido no trânsito à uma carga horária de 44 horas, a jornada total de trabalho na semana pode ultrapassar as 60 horas.

Mas o estresse com o trabalho não é algo exclusivo do Brasil, sendo perceptível até em países com excelentes transportes públicos, como o Japão. 

Lá, houveram tantos casos de suicídio por burnout que cunharam um novo termo, karoshi, que pode ser traduzido como “a morte por excesso de trabalho”. Ou seja, o trânsito, apesar de ser um fator relevante para o estresse, está longe de ser a sua única causa. 

O trabalho excessivo

Na verdade, um outro grande culpado é aquele trabalho “pós-expediente”, em que o profissional precisa ficar à disposição para atender as demandas e responder os emails e mensagens dos colegas.

Esse trabalho à distância não é home office, tampouco substitui o trabalho presencial: ele é feito em cima da rotina normal de 8 horas, englobando até o fim de semana e os feriados.

O próprio Japão, que sempre foi famoso por suas jornadas longuíssimas e sua ética de trabalho, está experimentando novas rotinas dentro das empresas: a ideia é reduzir a carga horária e tornar o tempo de trabalho mais eficaz e produtivo. Até o momento, os resultados desse experimento reportados têm sido bastante otimistas.

A Microsoft japonesa, por exemplo, implementou um “fim de semana de 3 dias” e relatou um aumento de até 40% na produtividade dos seus colaboradores. E o governo nipônico também implementou um limite para horas extras, após relatos de pessoas que acumularam centenas de horas extras terem se suicidado.

Assim, a gente encerra o nosso texto de hoje. Esperamos que ele tenha sanado às suas dúvidas e que possa ajudar você a revigorar o ambiente de trabalho em sua empresa.

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