O gigante logístico já usa TMS. Poucos usam de forma estratégica
Quando 75% do mercado adota a mesma tecnologia, a vantagem está na arquitetura, nos dados e nas integrações.
O ponto em que o TMS deixou de impressionar
Durante muito tempo, implementar um TMS era sinal de maturidade logística.
Mostrava organização, controle e visão de eficiência.
Hoje, isso mudou.
Estudos de mercado indicam que cerca de 75% das grandes indústrias e varejistas no Brasil já utilizam algum tipo de TMS em suas operações de transporte, segundo levantamentos consolidados por fornecedores globais de tecnologia logística e entidades do setor.
Isso significa algo importante. O TMS deixou de ser diferencial competitivo. Virou infraestrutura básica.
Quando todo mundo tem a mesma ferramenta, a disputa muda de lugar
Se quase todos usam TMS, a pergunta certa não é mais “quem usa”. É “como usa”.
Na prática, a maioria das empresas explora o TMS dentro de um escopo muito parecido. Pesquisas setoriais e análises de mercado apontam que:
- Aproximadamente 80% das empresas usam TMS para otimizar ocupação de carga, reduzindo viagens subutilizadas
- Cerca de 77% utilizam para gerenciar operações com múltiplas pernas e transportadores
- Em torno de 74% integram o TMS a plataformas de frete, focando contratação e comparação de tarifas
Fonte: consolidação de dados de mercado publicados por SAP, Gartner Supply Chain Research e associações logísticas brasileiras.
Esses usos são relevantes. Mas também são previsíveis. Eles resolvem o básico. E o básico já virou padrão.
Por que, mesmo assim, os gargalos continuam
Se o TMS está lá, por que atrasos, retrabalho e decisões tardias ainda fazem parte da rotina de tantas operações? Porque o problema raramente está na ferramenta isolada.
Na maioria das operações, o TMS funciona como um sistema bem cuidado, porém cercado por conexões frágeis.
Ele recebe dados do ERP com atraso.
Envia informações ao WMS de forma parcial.
Não conversa em tempo real com sistemas fiscais.
Depende de arquivos manuais para integração com parceiros externos.
O resultado é simples de entender. Dados existem. Mas não chegam no momento certo. Quando chegam, a decisão já foi tomada no improviso.
O isolamento do TMS cria um falso senso de controle
Muitas empresas acreditam que têm visibilidade total da operação porque conseguem gerar relatórios. Mas relatórios não são decisão. São fotografia do passado.
Quando o TMS não está integrado a uma arquitetura de dados consistente, ele vira um repositório organizado, porém reativo. Isso gera alguns sintomas comuns:
- Planejamento que não reflete a execução real
- Ajustes manuais constantes
- Dependência excessiva de pessoas para reconciliar informações
- Dificuldade para antecipar gargalos de capacidade
Nenhum desses problemas nasce do TMS em si. Eles nascem da falta de integração e governança ao redor dele.
O que muda quando o TMS é tratado como parte da arquitetura
Empresas que avançam nesse ponto mudam a lógica.
O TMS deixa de ser um sistema final. Passa a ser um nó central dentro de um ecossistema conectado.
Quando ERP, WMS, TMS, sistemas fiscais e plataformas externas compartilham dados de forma estruturada, o efeito é direto.
Pesquisas da Gartner indicam que empresas com TMS bem integrados conseguem reduzir custos logísticos entre 5% e 15% (Gartner), além de aumentar significativamente a previsibilidade operacional.
Mais do que custo, o ganho aparece em controle. Dados deixam de ser apenas históricos. Passam a ser operacionais.
Dados que antecipam, não apenas explicam
Quando o TMS está integrado a uma arquitetura de dados bem desenhada, novas possibilidades surgem.
- Previsão de atrasos antes que eles aconteçam
- Ajuste de rotas com base em eventos reais
- Avaliação contínua de desempenho de transportadores
- Simulações de impacto em cenários de pico
Segundo estudos de mercado, cerca de 70% das empresas com TMS integrados conseguem aplicar análises preditivas de forma recorrente, enquanto operações isoladas ficam restritas a relatórios descritivos.
Fonte: estudos consolidados por SAP Logistics Insights e pesquisas de maturidade logística.
Transporte multimodal deixa de ser risco operacional
Outro ponto crítico aparece no transporte multimodal.
Operar diferentes modais exige coordenação, visibilidade e sincronização de eventos. Sem integração, isso vira um campo fértil para falhas.
Dados indicam que muitas das empresas com TMS conectado a outros sistemas conseguem operar transporte multimodal com mais controle e menos rupturas, justamente porque eventos fluem de ponta a ponta.
Por que escolher TMS olhando só funcionalidades custa caro
Muitas decisões de TMS ainda são tomadas com base em listas de funcionalidades. Isso parece lógico, mas é incompleto. Empresas mais maduras avaliam outros critérios antes de fechar qualquer escolha:
- Robustez técnica para escalar
- Capacidade real de integração via APIs e eventos
- Aderência a cenários complexos, não apenas fluxos ideais
- Custo total ao longo do tempo, incluindo manutenção e evolução
Escolher rápido pode acelerar o projeto. Mas costuma gerar custo invisível depois.
A diferença real aparece na implementação
Dois concorrentes podem usar o mesmo TMS. Com resultados completamente diferentes. A diferença quase sempre está na implementação.
- Arquitetura bem definida.
- Integrações bem desenhadas.
- Processos automatizados.
- Governança de dados clara.
Quando isso existe, o TMS sustenta crescimento. Quando não existe, ele vira mais um ponto de atrito.
Quando todos usam TMS, a pergunta certa muda
A pergunta não é mais se sua empresa usa TMS. A pergunta é se ele ajuda a decidir melhor, mais rápido e com menos risco. Quando a resposta é sim, o TMS deixa de ser operacional. Passa a ser estratégico.
Quando os dados deixam de estar fragmentados, a velocidade não depende mais de esforço.
Ela passa a vir da forma como a arquitetura organiza, conecta e entrega informação confiável para decisões melhores ao longo do tempo.
FAQ – Perguntas frequentes
Ter um TMS garante eficiência logística?
Não. Ele é um ponto de partida. A eficiência real vem da integração com dados e sistemas.
O principal problema está no software ou na arquitetura?
Na maioria dos casos, na arquitetura e nas integrações ao redor do TMS.
É possível usar TMS para análises preditivas?
Sim, desde que os dados estejam integrados e disponíveis em tempo adequado.
Empresas médias também se beneficiam dessa abordagem?
Sim. Muitas vezes, ganham ainda mais agilidade competitiva quando estruturam bem desde cedo.
Insights recentes