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Absenteísmo: o que é, quais seus impactos para a organização e como evitá-lo

Recursos Humanos - por Fernanda Pinheiro

O absenteísmo pode ser altamente prejudicial à performance do quadro de colaboradores e minar profundamente a produtividade de uma empresa. Descubra o que é absenteísmo, quais seus impactos e o que fazer para evitá-lo em sua organização.

Baixa motivação, insatisfação com o ambiente de trabalho e improdutividade crescente: o absenteísmo e seus impactos podem ser altamente danosos para qualquer empresa. Evitá-lo, então, é essencial para garantir que a empresa não perderá competitividade em comparação às suas concorrentes de mercado.

Para entender melhor a questão do absenteísmo e como você pode preveni-lo em sua empresa, neste texto você vai descobrir:

O que é considerado absenteísmo?

O absenteísmo (ou absentismo) é um termo utilizado para descrever a ausência frequente, ou a displicência com os horários da empresa, por parte dos colaboradores.

Nos últimos tempos, diversas empresas relataram maior nível de absentismo entre seus funcionários, e são diversas as hipóteses que tentam explicar o crescimento desse fenômeno.

É importante ressaltar que o absenteísmo é uma ocorrência em todas as hierarquias da empresa, sejam eles funcionários de alto escalão ou não. Ou seja, é importante entender que isso pode ir muito além de uma questão apenas de remuneração. 

O trabalho é uma das esferas sociais mais importantes das nossas vidas. Não é incomum encontrar pessoas que passam mais tempo nos escritórios e com seus colegas de trabalho do que em casa e com suas famílias.

Portanto é de grande importância considerar os impactos que uma cultura organizacional pouco motivadora, ou uma carga horária excessiva, podem ter sobre a qualidade de vida no trabalho.

E, claro, não podemos deixar de mencionar o quanto um alto nível de absenteísmo pode custar caro para uma organização. Ônus esse cada vez mais pesado em tempos de alta pressão, em meio margens de lucro estreitas, demissões e sobretrabalho dos funcionários.

Quais são as suas causas mais comuns?

Uma causa bastante relatada para o absenteísmo é o overworking, ou excesso de trabalho, que ocorre quando um funcionário está demasiadamente atarefado dentro da empresa. 

Nessa situação, o funcionário pode colocar a sua relação de carga de trabalho e remuneração em comparação com a de outros colaboradores. E, a depender das suas condições, ele pode acabar se sentindo desmotivado com sua posição, e isso tem impactos negativos sobre a sua produtividade.

Outra raíz cada vez mais comum para o absentismo são os problemas de saúde física e/ou mental. Por vezes, essas questões surgem em um contexto externo ao ambiente de trabalho, no âmbito familiar ou dentro do círculo de amizades. 

Entretanto, é possível que o trabalho ou a empresa sejam agravantes aos problemas de saúde — ou, até, que sejam uma das suas motivações principais.

Por isso, é importante ficar atento aos seus colaboradores, colher feedback deles sempre que possível e oferecer uma atenção maior àqueles que estão enfrentando dificuldades.

E, por fim, a gestão de carreira também pode ter uma grande influência no absenteísmo do quadro de funcionários. 

Isso porque quando os colaboradores não conseguem enxergar uma perspectiva de crescimento profissional dentro da empresa, é natural que eles se sintam menos motivados. 

Então, implementar um plano de carreiras é uma possível saída para inspirar e motivar os seus colaboradores, reduzindo assim o nível de absentismo.

E quais são as consequências do absenteísmo?

A principal consequência do absenteísmo é a baixa produtividade, que pode estar refletida tanto na má qualidade do trabalho quanto no pagamento de horas extras. 

Inclusive, uma pesquisa realizada com fábricas do Rio Grande do Sul revelou que existe um “impacto relevante” do turnover e absenteísmo no preço dos produtos. 

Portanto, tratar o absenteísmo em sua empresa pode render frutos significativos, como reduzir o custo estrutural da organização e aumentar sua competitividade no mercado.

No caso de empresas ligadas ao setor de serviços, como TI, escritórios de advocacia e startups, o impacto maior será no atendimento ao cliente final.

E, como já falamos anteriormente, existem conexões diretas também entre turnover e absenteísmo. Por sua vez, isso significa maiores custos relacionados à realização de contratos temporários, pagamentos de horas extras e criação de processos seletivos.

Como identificar o absentismo?

O jeito mais fácil de identificar o absenteísmo direto é através de um ponto eletrônico. O ponto identifica os atrasos dos funcionários, podendo computar exatamente quantas horas de trabalho foram desperdiçadas pela displicência com os horários.

Além disso, uma ferramenta complementar e necessária para melhor identificar o nível de absenteísmo na empresa é a condução de pesquisas de clima organizacional. 

Essa pesquisa é realizada para identificar padrões de comportamento, aferir problemas de convivência e sondar possíveis conflitos que precisam ser solucionados.

Visto que ela funciona como uma “auditoria interna” do seu time, é recomendado conduzir as pesquisas de clima organizacional de tempos em tempos. 

Desta forma, você será capaz de reconhecer as mudanças no cenário assim que elas ocorrerem. Portanto, terá mais tempo para agir em cima antes que virem questões maiores e mais problemáticas.

Por fim, outra maneira de identificar o absenteísmo é através de ferramentas de RH capazes de medir a produtividade do trabalho dos seus colaboradores. 

Ao monitorar essa métrica, indiretamente você estará acompanhando de perto, também, o absenteísmo. Afinal, uma das suas maiores consequências é justamente a queda no nível de produtividade do funcionário.

Como calcular o absenteísmo?

Calcular o absenteísmo é simples e é uma maneira bastante ilustrativa de entender o quão displicentes estão sendo os funcionários da empresa. 

Para fazer esse cálculo, você precisa apenas ter registrado os números de horas trabalhados, com todos os atrasos e ausências devidamente computados.

O primeiro passo é somar o total de horas que deveriam ser trabalhadas por todos os colaboradores em um mês. 

Por exemplo, se a empresa possui 10 funcionários, que trabalham 40 horas por semana cada, então o número total de horas seria 10 (funcionários) vezes 40 (horas) vezes 4 (semanas em um mês), o que totalizaria 1600 horas/mês.

Feito isso, você precisa agora calcular o quanto dessas horas foram efetivamente cumpridas. Então, você somará todos os atrasos registrado em um mês por todos os funcionários, mais os horários que não foram cumpridos por faltas ou ausências.

Continuando em nosso exemplo, vamos supor que os atrasos totalizaram 8 horas e que houveram quatro ausências no mês, o que totalizaria 32 horas. Então, somando 8 de atrasos com 32 de ausências, teríamos 40 horas que deixaram de ser trabalhadas no mês.

Agora, basta dividir essas 40 horas pelas 1600 horas/mês que deveriam ter sido trabalhadas, e multiplicar por 100 para o resultado ser percentual. Em nosso exemplo, 40/1600 x 100 = 2,5%. Ou seja, a taxa de absenteísmo seria 2,5% no mês.

E como evitar o absenteísmo?

A melhor forma de se evitar o absenteísmo é garantir que os seus colaboradores possuem condições adequadas de trabalho.

Isto é, que eles não estão sendo sobrecarregados, que a remuneração esteja compatível com as horas de trabalho, que exista uma perspectiva de crescimento profissional dentro da empresa, entre outras coisas.

Tudo isso está relacionado à qualidade de vida no trabalho, uma questão fundamental para garantir um alto nível de motivação e produtividade entre os funcionários.

Ainda, o absenteísmo pode ser um sinal de que há algo de errado em outras áreas de atuação do RH. 

É normal, por exemplo, que níveis mais altos de absentismo estejam relacionados com um processo seletivo mal planejado ou executado. Ou, então, com uma cultura organizacional defasada e pouco estimulante para os colaboradores, em especial para os mais jovens. 

Por isso, se você almeja ter uma cultura de trabalho mais conectada e atrativa à jovens talentos, mas não está conseguindo retê-los por muito tempo, a resposta para esse problema pode estar na implementação de um plano de carreira, ou na flexibilização dos modos de trabalho, permitindo o home office parcial ou integral, por exemplo.

As gerações mais novas, como a Z, composta por aqueles entre 10 e 25 anos, já tendem a trocar de empresas com maior frequência. 

Então, se a sua organização não proporciona um ambiente confortável, flexível e acolhedor, e se não oferece boas perspectivas de futuro profissional, as chances são grandes de que o turnover entre os jovens continuará sendo um problema para a empresa.

E, assim, encerramos o texto de hoje. Se você gostou, não deixe de se inscrever na newsletter da Ivory Talent para ficar por dentro de tudo relacionado ao mundo de RH. 

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